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Coleta seletiva de lixo ainda é um luxo em Teresina

Na Semana do Meio Ambiente, vale trazer a discussão sobre alguns pontos fundamentais que têm sido negligenciados ao longo dos anos pela gestão pública no Brasil. O investimento dispensado em saneamento básico, que implica diretamente na saúde e na qualidade de vida da população, está aquém do que deveria ser executado.

O resultado disso pode ser constatado no relatório do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional. Os dados são relativos a 2020. Até lá, apenas 84,1% da população brasileira tinham acesso à fornecimento de água tratável. Leve-se em conta uma pandemia de Covid-19 em que a higienização das mãos é uma das medidas de proteção contra o contágio do coronavírus.

Ainda de acordo com SNIS, só 55% - praticamente a metade dos brasileiros - são servidos por rede de esgoto e 15,7% dos municípios não possuem sistema de drenagem. Não à toa, a cada vez que caem chuvas fortes, e esses fenômenos extremos têm sido frequentes em razão do aquecimento global, ruas e avenidas são inundadas, com prejuízos humanos e materiais incalculáveis.

Com relação à coleta seletiva de lixo, apenas 36,3% dos municípios a praticam. Em Teresina, existem 21 Postos de Entrega Voluntária. A separação do lixo para reciclagem se dá em 325 condomínios da capital. O pior exemplo vem justamente do poder público. Apenas 12 instituições e repartições públicas realizam a coleta seletiva. Ou seja, 30 anos depois da Rio92, ainda temos muito a aprender e a praticar quando o assunto é sustentabilidade.