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Bolsonaro veta despacho gratuito de mala em viagens aéreas

O consumidor brasileiro sofreu mais um revés hoje. Foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira o veto do presidente Bolsonaro à liberação de um volume de bagagem de até 23kg em voos nacionais e 30kg em voos internacionais. A medida havia sido aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional dentro da Medida Provisória Voo Simples, que altera normas no setor aéreo.

O curioso é que a Secretaria Geral da Presidência cita que a medida é “contrária ao interesse público”, como se milhares de passageiros que utilizam o transporte aéreo para viagens de lazer, negócio ou saúde não fizessem parte do público brasileiro. Na justificativa, o documento diz que a volta do transporte gratuito de uma mala aumentaria os custos do serviço aéreo e reduziria a atratividade do mercado brasileiro.

Um argumento bem distante da realidade vivida pelos brasileiros. Nos últimos anos, o serviço aéreo no país só piora. Os consumidores passaram a pagar separadamente pela mala que carregam, pelo lanche que comem e até pelo assento marcado, caso queiram mais uns poucos centímetros de folga na apertadíssima poltrona em que viajam. Mas nada disso significou redução no preço das passagens. Pelo contrário, viajar de avião está cada vez mais caro. E desconfortável, também. Sem falar nos atrasos e voos desmarcados em cima da hora sem qualquer respeito ao cliente.

A Anac – Agência Nacional de Aviação Civil parece jogar contra o passageiro o tempo inteiro. Estaria a serviço de quem, então?