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Novo piso da enfermagem deve desativar 20 mil leitos, dizem hospitais

O novo piso salarial aprovado para os profissionais da enfermagem, justo e merecido, está gerando uma reação em cadeia entre os hospitais e clínicas de saúde privados. Pesquisa realizada com 2.511 instituições do setor apontou que o aumento salarial desses profissionais acarretará um acréscimo de 60% na folha de pagamento.

Questionadas sobre qual o impacto dessa Lei na realidade da rede privada de saúde, as instituições responderam que teremos 20 mil leitos fechados e 83 mil demissões.  A pesquisa perguntou ainda quais medidas serão adotadas para dar cumprimento ao novo piso. As respostas mostram que 51% dos hospitais e clínicas pretendem reduzir o número de leitos; 77% devem reduzir o corpo de enfermagem – o que seria um desastre; 65%, planejam reduzir pessoal em outras áreas; e 59%, cancelar investimentos.

Se houver um fechamento de 20 mil leitos na rede privada, como previsto, esses pacientes irão desaguar naturalmente nos leitos do SUS, sobrecarregando ainda mais uma estrutura que já vive à beira do colapso.

Diretores de hospitais estão reunidos em Brasília discutindo o assunto. Eles reclamam que sem aporte financeiro não há como manter a estrutura atual. O corpo de enfermagem é fundamental para o funcionamento de hospitais e clínicas. Os enfermeiros estão no cuidado direto dos pacientes, administrando os medicamentos prescritos pelos médicos, trocando soros, aplicando injeções, fazendo curativos e realizando todo o protocolo previsto para os doentes. É preciso, portanto, achar uma solução viável para resolver essa questão, que não pode esperar por muito tempo.