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Infectologista diz que Brasil está atrasado na compra de nova vacina contra Covid-19

A nova variante do coronavírus, a Ômicron BQ1, deixa claro que a população não vai se livrar tão rápido assim da Covid-19. Assim como acontece em todo o Brasil, Teresina também registrou aumento considerável nos casos positivos para a doença, de acordo com os laudos dos exames RT-PCR.

A nova variante é bem mais transmissível e tem mais facilidade de escapar dos efeitos das vacinas que estão sendo aplicadas. Felizmente, ela não causa efeitos tão graves, especialmente para quem está com o esquema vacinal completo. No entanto, o Estado de São Paulo confirmou ontem a primeira morte em consequência da BQ1.

 Em entrevista ao Jornal Cidade Verde, o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Demetrius Montenegro, disse que já há uma nova vacina que inclui a combinação da variante Ômicron, e que outros países já saíram na frente para comprar esse imunizante - mais abrangente que os demais. Segundo o Dr. Demetrius, é fundamental que o Ministério da Saúde se mobilize para adquirir a vacina, já que a Ômicron é uma variante dominante no mundo. E o risco maior, segundo ele, é de surgir uma subvariante com alto índice de letalidade.

A recomendação, por enquanto, é manter o calendário vacinal completo e redobrar o cuidado com higienização das mãos e voltar a usar a máscara em caso de aglomeração de pessoas.