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Desigualdade social é maior entre pretos, revela IBGE

Os piauienses de cor preta e parda sofrem mais com a desigualdade na distribuição de renda do que os da raça branca. É o que revela a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgada hoje pelo IBGE.

Em 2021, quase a metade da população piauiense de pretos e pardos, mais precisamente 47,2%, vivia em situação de pobreza.  Isso equivale a 1,4 milhão de pessoas. O Banco Mundial caracteriza a condição de pobreza para quem vive com até U$ 5,5 por dia. Pela taxa de câmbio do dia, esse valor equivale a R$ 29,42. Mas o Banco Mundial adverte que esses valores não podem ser convertidos usando a taxa de câmbio de mercado e, sim, o fator de Paridade do Poder de Compra.

Ainda segundo o IBGE, quase 15% dos piauienses viviam em situação de extrema pobreza no ano passado. E, desse total, 15,9% eram da raça negra ou parda, o que corresponde a 417 mil pessoas. Quando o recorte é feito sobre a população branca, o índice cai para 11,7%.

O nível de ocupação no mercado de trabalho também afeta de forma desigual os pretos e brancos. A taxa de desocupação média no Piauí era de 13% no ano passado. Entre os pretos e pardos, o índice era de 13,5%; já entre os brancos, esse índice é de 10,7%.

 O rendimento médio também é diferente por raça. O valor médio dos piauienses da raça negra foi de R$1.305, enquanto que na raça branca esse valor foi de R$ 1.847,