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A PAZ PERDIDA

O deputado Fábio Abreu assume hoje a Secretaria de Segurança com uma pesada carga de responsabilidade sobre os ombros. Dele, espera-se uma das respostas mais eficazes e rápidas dentro do governo que iniciou em janeiro. A violência tornou-se absolutamente insuportável no Piauí, com registros diários de assaltos, assassinatos, sequestros, explosões de caixas eletrônicos e toda espécie de crime já inventada pelos bandidos.

Os piauienses mudaram seus hábitos de vida e passaram a viver reclusos dentro de casa, sendo punidos com a privação do direito de circular livremente, porque o Estado falhou no seu dever de garantir segurança aos cidadãos. As belas casas ajardinadas, com quintais plantados com frondosas árvores, propícias ao nosso clima, foram substituídas por apartamentos. Os que ainda resistem a deixar suas casas tiveram que subir os muros, colocar cercas elétricas e instalar câmeras de vigilância, trancando-se em verdadeiros bunkers, e perdendo aquela convivência harmoniosa com os vizinhos na calçada.

Fábio Abreu é um policial reformado experiente e com todas as credenciais para fazer um bom trabalho. Mas, para isso, precisa de respaldo e orçamento suficientes para implementar as  medidas necessárias que tragam de volta a paz perdida em nosso Estado.

Hoje cedo, em entrevista aqui na Tv Cidade Verde, o novo secretário de segurança prometeu instalar câmeras em táxis, ônibus e pontos estratégicos . É uma boa medida. As administrações de Londres e Nova York, para citar apenas dois exemplos, adotaram essa estratégia com resultados positivos. Só que esta não pode ser uma medida isolada.  O monitoramento precisa ser acompanhado de estrutura nas delegacias, com combustível nas viaturas, telefones funcionando, pessoal qualificado e em número suficiente. E faz-se necessário, acima de tudo, que o judiciário também cumpra seu dever, julgando os processos em tempo hábil e encaminhando os criminosos para os presídios. Aliás, a situação dos presídios e a falta de vagas para abrigar os presos é outro grave problema que precisa ser encarado com a seriedade que a questão merece. Só assim, poderemos voltar a circular tranquilamente pelas ruas, exercendo plenamente nossa cidadania. É o que todos esperamos.