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PRIVATIZAÇÃO DA ENERGIA

É quase unanimidade entre os piauienses que um dos piores serviços prestados no Estado é o da Eletrobras. O fornecimento de energia elétrica no Piauí é precário, e não é de hoje. Basta a menor mudança no clima, ou o simples surgimento de nuvens no céu, e pronto: a energia oscila até faltar de vez. Os consumidores já estão cansados de reclamar dos inúmeros prejuízos acumulados por conta da queda no fornecimento de energia elétrica.

A boa notícia que surge agora é a possibilidade de privatização do sistema, anunciada pelo Ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga. Ele está analisando a ideia de privatizar ou repassar o controle acionário das distribuidoras vinculadas à Eletrobras, como no caso da CEPISA. Além do Piauí, a Eletrobras tem ainda o controle das distribuidoras de Alagoas, Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima.

No Brasil, criou-se uma falsa imagem de privatização, associando-a a uma prática perversa do capitalismo selvagem, criada para prejudicar a população e os servidores. Nada mais antigo e retrógrado. Para desmontar esse argumento, basta lembrar como era o sistema de telefonia antes da privatização. Conseguir uma linha telefônica era quase como acertar na loteria. Telefone era algo tão raro e valioso que constava na declaração de bens do proprietário. Hoje, qualquer pessoa possui uma, duas, três linhas telefônicas.

Portanto, privatização em alguns setores é a solução, não a maldição como apregoa o pensamento atrasado dos que a condenam. É necessário varrer certos conceitos antigos que endossavam o coro dos movimentos sociais até as décadas de 70 e 80. Precisamos pensar na eficiência de setores essenciais como o da energia elétrica, indispensável para o desenvolvimento do país. A precariedade no serviço de energia elétrica tem comprometido severamente a indústria e o comércio no Piauí. A Eletrobras alega falta de recursos para investimentos essenciais na ampliação e modernização do sistema. E culpa a inadimplência dos consumidores, inclusive do setor público, pelo déficit financeiro da empresa. Os que pagam a sua conta rigorosamente em dia, e a um custo bem alto, diga-se de passagem, não querem mais ouvir desculpas. Querem simplesmente receber um serviço de qualidade, compatível com o valor pago mensalmente para desenvolver suas atividades domésticas e produzir o crescimento do Estado.