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O GOVERNO ESTICA A CORDA

A bandeira vermelha, aquela que deixa a conta de energia elétrica mais cara, vai continuar no mês de abril. Mais um golpe no combalido orçamento doméstico. A conta de luz não para de subir, onerando não apenas a conta das residências, mas encarecendo o custo da indústria e de todo o setor produtivo do país.

É nisso que dá ter represado durante tanto tempo os ajustes que eram necessários para a sobrevivência financeira do sistema elétrico. Agora, estão vindo todos de uma vez, sem que tenhamos condições de absorver essa escalada descontrolada na elevação da tarifa de um bem considerado essencial.

O trabalhador brasileiro que vive apenas com seu salário fixo já está com a corda esticada até o pescoço. Com a renda apertada, não sabe mais o que fazer para que o dinheiro chegue até o final do mês e possa honrar todos os seus compromissos. Diferentemente do governo, ele não pode gastar mais do que arrecada porque não tem quem assuma essa conta no final, como os contribuintes sempre fazem quando as contas governamentais não fecham.

Nossa capacidade de dar um jeitinho, cortar daqui, apertar dali, chegou ao limite. Não há mais o que enxugar. A realidade é que estamos ficando mais pobres, pois já não podemos mais desfrutar dos mesmos bens e serviços de três meses atrás. O brasileiro tem uma enorme capacidade de adaptação e acomodação às situações adversas. Mas quando começa a faltar dinheiro no bolso, a conformismo vai dando espaço à indignação e ao protesto. Combustível natural para incendiar mais uma manifestação que está sendo convocada para o próximo dia 12. Não se enganem! Mais que político, o protesto é econômico.