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A LETARGIA NO SETOR PÚBLICO

Estamos no mês de maio, o quinto do ano, e até agora muitos cargos federais no Piauí ainda estão desocupados, à espera da indicação política. Eis um dos motivos de atraso no Estado e no país. Aqui tudo fica na dependência política, que, em última análise, é quem dita as regras do jogo. Enquanto isso, as atividades dos respectivos órgãos seguem por inércia, até que chegue o chefe definitivo que vai determinar a política de ação do órgão ou instituição.

Dá para imaginar, por exemplo, uma empresa privada ficar paralisada durante cinco meses?  Claro que não. Mas a lógica que rege o setor público é outra, bem diferente. Por isso mesmo, o grau de eficiência entre o público e o privado é tão distante um do outro. E a população que sustenta financeiramente esses órgãos e precisa do serviço prestado por eles fica à mercê das negociatas que acontecem nos gabinetes em Brasília.

Além da demora no preenchimento dos cargos, um outro fator que contribui para a ineficiência no serviço público é o critério para a seleção de pessoas que irão  ocupar os cargos de comando. Na grande maioria das vezes, o mérito não é levado em conta. O que prevalece mesmo é apenas o QI, ou seja, a força do padrinho política que indica o nome do agraciado.

Essa divisão política, que serve apenas para atender interesses paroquianos e nada republicanos, contribui para manter o Estado em atraso, bem distante do ritmo e da qualidade necessários para o desenvolvimento que se espera alcançar.