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VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

A polícia apreendeu ontem três adolescentes que estavam vendendo drogas na porta da Escola Premem Sul, no bairro Monte Castelo. A novidade foi a apreensão, não a venda de drogas, que esta já se tornou comum nas portas e arredores das escolas de Teresina. A violência nas escolas, aliás, é um problema tão grave quanto o da deficiência no ensino.  E o primeiro já é apontado como uma das causas do segundo, já que muitos alunos estão deixando de frequentar a escola com medo da violência praticada dentro e fora da sala de aula.

Na Escola Dom Hélder Câmara, na Vila Irmã Dulce, alunos e professores vivem apavorados e alguns docentes chegaram a pedir transferência para outros bairros que eles julgam mais tranquilos. As agressões por lá são frequentes e audaciosas.

Só no ano passado, 46 escolas do município de Teresina foram vítimas de assalto. Como algumas delas foram assaltadas mais de uma vez, o número de ocorrências chega a 86. É preocupante, principalmente para os pais que saem para trabalhar e pensam que os filhos estão protegidos  dentro da sala de aula. Ledo engano. Foi-se o tempo em que havia lugar seguro em Teresina.

As escolas privadas, especialmente as mais ricas, investem pesado em segurança particular. A rede municipal de ensino também já começou a aparelhar as escolas com equipamentos de segurança. Em algumas, limitou-se a subir o muro. Onde havia ocorrências mais graves e mais frequentes, instalou cerca elétrica.  Em cem delas, foram instalados sensor eletrônico e em outras tantas está sendo colocada vigilância eletrônica, com câmeras espalhadas em  pontos estratégicos.

O Secretário Municipal de Educação Kléber Montezuma disse que já perdeu as contas de quantas vezes foi bater à porta do Comandante Geral da Polícia Militar, sempre muito bem recebido, ressalta ele. Mas o problema é que o contingente da PM é insuficiente. Dos 11.366 homens que seriam necessários para fazer a segurança mínima, o Estado dispõe hoje de apenas 5.294. E ainda há uma parte deles servindo em órgãos públicos e guardando a residência de autoridades. Portanto, faltam policiais nas ruas, perto das escolas, onde a população sofre desassistida e se vê impedida até mesmo do direito básico de ir à escola para alcançar um futuro melhor.