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PRESERVAR É PRECISO

Com um bom tempo de atraso, a Câmara Municipal de Teresina realiza hoje audiência pública para tratar da destinação a ser dada ao antigo prédio do INSS, localizado na Praça João Luís Ferreira, no centro de Teresina. Já foi divulgado anteriormente que aquele prédio seria transformado em um centro cultural do Banco do Nordeste. Os anos passaram, o prédio deteriorou-se mais ainda e nada de centro cultural.

O prédio antigo do INSS não é o único em degradação no centro de Teresina. Muitos já foram ao chão, transformando-se em estacionamentos em uma cidade onde há cada vez menos espaços para a circulação e estacionamento de veículos. Outros prédios históricos, de inegável valor arquitetônico, estão em decadência no centro. Alguns, viraram ponto para usuários de drogas.

Tudo isso é reflexo da falta de sensibilidade em preservar a história de Teresina. Certo que nossa história é bem recente, tem apenas 162 anos. Mas a história de uma cidade começa a ser escrita desde o dia em que é fundada. Se não preservamos seus valores, costumes e arquitetura, perdemos nosso passado e nossa identidade. E é isso que está acontecendo com Teresina.

Poucos prédios são tombados pelo Patrimônio Histórico e, por isso, impedidos de serem desfigurados e transformados em caixas de concreto e vidro que não refletem a nossa identidade, nem são compatíveis com nosso clima. Em nome de uma falsa modernidade, perde-se a memória da cidade, que passa a transformar-se em um mosaico de construções sem unidade. Nada contra o novo e o moderno, muito pelo contrário. Mas para chegarmos ao futuro não precisamos, nem devemos, destruir o passado. A nossa memória é o ponto de partido para a construção de uma nova Teresina, que não pode deixar de olhar para trás e relembrar a nossa caminhada até aqui, com suas conquistas e registros.