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O MEDO DE SAIR NA RUA

Os alvos dos bandidos estão se diversificando. Um dia é uma clínica de saúde; noutro, um posto de gasolina; depois,  uma farmácia e, ontem,  uma gráfica. Todos os assaltos acontecem à luz do dia, em ruas e avenidas movimentadas de Teresina. Algumas com seguranças armados na porta. Mas nem isso intimida os assaltantes. Intimidados, mesmo, estamos nós, teresinenses.

De uns tempos para cá, viver tornou-se absolutamente perigoso no Piauí, seja na capital ou nas pequenas cidades do interior. Quase toda semana uma agência bancária é explodida no Estado. Criminosos aterrorizam os moradores alvejando até mesmo delegacias, em total afronta ao poder público.

A segurança pública, ou a falta dela,  tornou-se, de fato,  o maior problema para os piauienses. O simples ato de sair de casa é uma ameaça à vida. Mas dentro de casa as famílias também não estão seguras.

O Estado precisa dar uma resposta urgente para a sociedade. Já não há mais tranquilidade para as pessoas trabalharem e estudarem em paz. As escolas, aliás, são vítimas constantes de arrombamentos, causando temor tanto nos alunos quanto nos professores.

Nessa selva urbana cada um vai se defendendo como pode. Vivemos todos na defensiva, com medo, olhando pros lados sob a espreita de uma eterna ameaça. Quem pode,  contrata segurança particular, instala câmeras de vigilância, põe cerca elétrica e vai alimentando um segmento da economia que só se fortalece diante da fragilidade do Estado.

Aos demais cidadãos,  só resta esperar a providência divina, já que entre os humanos não há mais quem os proteja. O Piauí clama por segurança. E  essa é uma questão que já não pode esperar para amanhã.