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LINHA CRUZADA

A questão da mobilidade urbana é hoje um dos maiores problemas de todas as cidades brasileiras de médio e grande porte. E não é diferente em Teresina. Pelo contrário. Aqui, as reclamações sobre as dificuldades de deslocamento são repetidas exaustivamente por todos que precisam se deslocar diariamente de casa para o trabalho ou para a escola.

Carros demais, ruas de menos, excesso de carros e motocicletas, sistema de transporte público deficiente, tudo junto resulta em um trânsito complicado e cada vez mais caótico. Com poucos recursos, os investimentos na área não chegam na mesma proporção da necessidade dos moradores.

Para completar, ainda nos deparamos com algumas situações inusitadas, para não dizer absurdas. Um dos gargalos do trânsito da capital é a ponte Wall Ferraz. Estreita, com apenas uma via em cada sentido, a ponte já não atende mais à demanda de veículos que trafegam por lá todos os dias. Pois para piorar o cenário que já é naturalmente ruim, no horário de pico, compreendido entre 7h30 e 8h, os veículos ainda precisam parar por um longo tempo enquanto o trem de carga cruza a linha férrea que passa sobre a ponte.

Sem interrupção, o trânsito já sofre com o estreitamento na pista. Quando o trem cruza a ponte, então, rapidamente forma-se um longo congestionamento para complicar ainda mais a vida dos teresinenses que saem de casa logo cedo, gastando toda a cota de paciência que deveria ser usada ao longo do dia.