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ESCURIDÃO NO HORIZONTE

O Piauí sofreu ontem mais uma humilhação no quesito infraestrutura. Os passageiros que estavam na noite desta quinta-feira no aeroporto de Teresina esperaram durante um bom tempo por uma explicação oficial para o vexame de esperarem por horas a fio para pegar o voo previsto. Os pousos e decolagens foram suspensos por falta da iluminação no balizamento da pista, tornando a operação absolutamente inviável por falta de segurança.

É inadmissível que a capital de um Estado brasileiro não disponha de um aeroporto com o mínimo de estrutura e conforto, como é o caso de Teresina. Há muito, reclama-se de uma reforma e ampliação, ou mesmo da construção de um novo terminal. E não é para menos. Vivemos em uma sociedade globalizada, onde as pessoas têm necessidade de deslocar-se constantemente a negócios, estudos ou simplesmente lazer.

Teresina, a muito custo, vem tentando consolidar-se como uma capital de eventos e negócios, já que não pode competir com os atrativos turísticos das outras capitais nordestinas banhadas pelo mar. Mas como atrair congressos, feiras e eventos se os passageiros não têm nem mesmo como chegar à cidade?

Não dá para imaginar que o único aeroporto de uma capital suspenda as operações porque as luzes do balizamento não funcionam e a pista fica no escuro. É muito primitivo. No mundo dos negócios, tempo é dinheiro. Perder voo por causa de mau tempo é aborrecido, mas parcialmente justificável, já que os aeroportos mais modernos funcionam por instrumentos nessas ocasiões. Ainda assim, em última análise, a culpa recai sobre a natureza. E esta, só Deus a governa. Agora, perder voo por conta de falta de equipamentos e, pior ainda, por falta de luz, é literalmente a treva.

Estamos na escuridão do desenvolvimento, do progresso, da modernidade. Que venham as luzes para clarear um novo caminho para o Piauí, permitindo novos investimentos e atraindo pessoas e negócios que promovam o crescimento do Estado.