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MAIS UMA MORTE NA CONTA DO ESTADO

Mais uma morte previsível no Piaui. E, mais uma  vez, a vítima estava sob a tutela do Estado. Primeiro foi o paciente que estava internado no Hospital Areolino de Abreu. Agora, o menor  internado no CEM, acusado do estupro coletivo das garotas de Castelo. Ele estaria supostamente mais protegido em um Centro de Reabilitação, como argumenta o PT, partido do governador Wellington Dias. No entanto, ficou provado que nem os presídios, tampouco os centros de reabilitação possuem segurança. 

A verdade é que a fragilidade do sistema prisional não pode mais ser mascarada. Ao longo dos anos, o Brasil não investiu o suficiente em educação e, por isso, vê-se obrigado a gastar agora com presídios. O Ministro da Justiça disse claramente em uma entrevista que se a redução da maioridade penal fosse aprovada, o país não teria condições de construir todas as vagas que deveriam ser abertas para abrigar os novos detentos. Então tá explicado! A questão é econômica, e não humanitária como nos fizeram acreditar.

O que acontece é que os menores estão praticando crimes, inclusive hediondos, como o de Castelo, e seguem impunes porque o Estado brasileiro não tem condições de mantê-los sob sua guarda, muito menos ressocializá-los. E , por conta disso, a sociedade segue indefesa e amedrontada, sem saber quem vai garantir a sua segurança. Mas qualquer brasileiro que trabalha sabe muito bem quem vai arrecadar parte do seu salário sob a forma de impostos. Os impostos que deveriam garantir-lhe tranquilidade para viver em paz.