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AGOSTO SEM ESPERANÇA

Diz o dito popular que agosto é o  mês do desgosto. Particularmente, acho uma injustiça com o mês que, aqui em nosso meio, celebra o aniversário de Teresina e, ainda por cima, brinda os nossos olhos com a espetacular florada dos ipês. Provérbios à parte, o mês que se aproxima não deve ser bom para o governo federal.

Apesar de tantas notícias ruins, ainda não chegamos ao fundo do poço, o que significa dizer que devemos descer um pouco mais antes de começar a subir novamente. Este finalzinho de julho, tempo de férias, deveria ser um período de refresco para o Planalto, mas não está sendo.Longe disso!

A avaliação internacional sobre o Brasil continua em queda, afastando os investidores de outros países. O respeitado jornal Financial Times definiu a situação atual do Brasil como “um filme de terror sem fim”, por conta das medidas econômicas equivocadas que foram adotadas pelo governo e pelas denúncias de corrupção da Operação Lava Jato.

Os indicadores econômicos, de fato, vão mal, muito mal. O dólar segue em disparada, chegando próximo a R$ 3,30. O desemprego atingiu a casa dos 6,9%, crescendo na mesma proporção em que cai a popularidade da Presidente Dilma Rousseff, cuja aprovação foi reduzida a míseros 7,7%.

Mas o pior ainda está por vir. O TCU pediu urgência na avaliação das contas presidenciais, aquelas da famosa pedalada fiscal. E, pra completar, com o fim do recesso de julho, o Congresso volta à cena, com um presidente carregado até aqui de mágoa por conta da investigação da Lava Jato. Eduardo Cunha já anunciou o rompimento com o governo da Presidente Dilma, não por razões ideológicas, que estas há muito já não existem no Congresso, mas por questões pessoais nada republicanas.

A população, por sua vez, sentindo no bolso os efeitos da crise econômica, começa a se articular para mais uma manifestação de rua marcada para o próximo dia 16. Recorrendo mais uma vez aos provérbios populares, “na casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”.