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O MEDO DE SAIR ÀS RUAS

Está ficando cada vez mais difícil viver em Teresina. A cidade cresceu e irá completar, no próximo dia 16 de agosto, 163 anos. Deveríamos estar nas ruas e praças celebrando a nossa história, mas as ruas e praças já não podem mais ser ocupadas por seus moradores. O progresso conquistado ao longo das últimas décadas trouxe um preço amargo para os habitantes. Hoje, somos todos reféns da violência.

Ontem, uma procuradora sofreu um sequestro relâmpago quando falava ao telefone próximo a um shopping center da capital. Foi mais um caso. Na semana passada, esse mesmo tipo de crime aconteceu no estacionamento de um grande supermercado, também na zona leste. Ou seja, locais movimentados, com grande circulação de pessoas. Mas isso não é suficiente para inibir os bandidos.

Mais que objetos e bens materiais, os assaltante roubam a nossa liberdade de ir e vir, de caminhar pela cidade, de encontrar os amigos na calçada. Vivemos todos acuados, trancados, com medo. Ao menor sinal de aproximação, já entramos em sobressalto. Deixamos de apreciar as belezas da cidade porque andamos com os vidros fechados, as janelas trancadas. Trocamos as casas com jardins e quintais por apartamentos, onde temos a sensação de estarmos mais seguros. E, com isso, a cidade vai perdendo o verde e as flores que a deixavam mais bonita.

O maior presente que Teresina poderia receber neste aniversário seria a paz perdida, a tranquilidade de podermos viver sem medo de ser assaltados na próxima esquina, ou de termos a integridade física e psicológica ameaçadas. O aparelho de segurança pública tem que evoluir e se modernizar permanentemente, para acompanhar a velocidade da ação dos criminosos. A violência urbana é hoje uma das piores chagas da cidade. Sem segurança, não se pode sair para trabalhar, estudar ou passear com a família. É um problema que não pode mais esperar por soluções demoradas. É para hoje, agora, já!