Cidadeverde.com

A FRAGILIDADE DOS PRESÍDIOS AMEAÇA O CIDADÃO

É preocupante a quantidade de presos que fogem frequentemente dos presídios do Piauí. Locais que deveriam ser de extrema segurança para abrigar pessoas que, por decisão judicial, devem ser afastadas do convívio social. É dever do Estado garantir que os presos cumpram sua pena integralmente, em condições adequadas, sem ameaça da sua integridade física e sem que ameacem a vida dos que estão lá fora, usufruindo da liberdade a que têm direito.

Tanto na Casa de Custódia, quanto nos presídios do interior do Estado, as notícias de fuga se repetem com uma intensidade assustadora. Ora, já é difícil chegar-se à conclusão dos processos criminais, pela própria morosidade crônica da justiça, ou por inquéritos mal instruídos. Uma vez concluídos e definida a pena, o mínimo que se pode esperar é que elas sejam cumpridas na sua integralidade, para que a sociedade sinta-se mais segura, ou pelo menos tenha esta sensação.

No entanto, o sistema prisional do Estado revela-se frágil e incapaz de manter a população carcerária dentro do seu espaço. Quando não somos surpreendidos com fugas, o somos com a informação de que presos foram mortos por colegas de cela. Numa e noutra situação, sobressai a incapacidade do Estado em lidar com um problema crucial que atinge toda a comunidade.

Cobra-se da polícia, e ela até tem feito sua parte. Cobra-se da justiça, que ainda tem muito o que melhorar, mas não podemos esquecer do desfecho desse processo, que é o cumprimento da pena. As penitenciárias, teoricamente, deveriam ser lugar de ressocialização dos presos para que pudessem retornar ao convívio social. Isso, porém, nunca passou de  mito. Mas que, pelo menos, tenhamos a certeza de que cumprirão a integralidade da pena para que não sejam presos em um dia e no dia seguinte estejam praticando novos crimes no meio de onde saíram.