Cidadeverde.com

A SECA FINANCEIRA DOS MUNICÍPIOS PIAUIENSES

Os prefeitos piauienses anunciaram com grande alarde que vão fazer uma manifestação para protestar contra a queda no repasse do FPM – Fundo de Participação dos Municípios - principal fonte de renda das cidades que administram. Segundo o Presidente da APPM, Prefeito Arinaldo Leal, uma emenda constitucional determinou o aumento de um ponto percentual no FPM, que não foi honrado pelo Planalto.

Os prefeitos estão corretos ao cobrar o que está previsto em lei. De fato, o governo federal transferiu muitas responsabilidades aos gestores municipais em áreas essenciais como saúde, educação e assistência social, mas não repassa a contrapartida necessária para que os prefeitos cumpram com programas básicos à população.

Por outro lado, os gestores municipais também precisam se movimentar para deixar essa dependência absoluta do governo federal. Com raríssimas exceções, os prefeitos piauienses vivem da espera da cota de oxigênio que chega mensalmente sob a forma do FPM. Longe disso, eles não têm como respirar e morrem asfixiados.

Não se vê no interior do Piauí , repito, com raríssimas exceções, iniciativas para atrair investimentos para os municípios, mesmo onde há potencial para ser explorado, seja no turismo ou no agronegócio, por exemplo. Ao contrário, o que se assiste com frequência indesejável é a farra do dinheiro público, com muita festa e bandas de forró, alimentando a velha política do pão e circo. Sem falar no patrimônio enriquecido de alguns gestores, que esbanjam na compra de carros importados e apartamentos na capital.

Dinheiro público é coisa séria, ainda mais quando é escasso e as demandas são abundantes. O equilíbrio das contas é fundamental para o sucesso da administração pública. Por isso mesmo, a correta aplicação do dinheiro deve ser cobrada e fiscalizada por todos os cidadãos.