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APAGÃO FINANCEIRO DA ELETROBRÁS

Uma decisão judicial está repercutindo como uma bomba no Piauí.  Por conta de uma ação movida pela empresa ENGESER, a Eletrobrás Distribuição Piauí – antiga CEPISA – foi condenada a pagar uma indenização de R$ 75,5 milhões, em função de danos gerados por pagamentos em atraso e falta de pagamento de seis contratos de prestação de serviço firmado entre as partes.

Não é de hoje que a ELETROBRÁS causa prejuízo aos piauienses. Nos domicílios, como nos estabelecimentos comerciais e mesmo na indústria, as reclamações são constantes por conta de danos provocados pela má qualidade na prestação do serviço da companhia de energia elétrica que atende o Piauí. Raramente, vê-se algum reparo a pessoas ou estabelecimentos que sentem-se lesados.

No entanto, de fato, a indenização imposta à ELETROBRÁS é de um valor altíssimo, além da capacidade de pagamento da empresa, o que pode acabar prejudicando ainda mais a sociedade. A Companhia informa que irá recorrer judicialmente às instâncias superiores para resguardar o seu patrimônio. E o pior: ameaça suspender o pagamento de fornecedores, dos salários dos servidores e do funcionamento operacional da Eletrobrás Piauí.

Ora, se sem este comprometimento anunciado pela própria diretoria, o serviço prestado já é ruim, imagine com esse álibi do pagamento da indenização. Aí mesmo é que os piauienses não poderão mais contar com fornecimento de energia elétrica, justamente nos meses mais quentes, quando mais se necessita dela para manter funcionando os aparelhos de ar condicionado, ventiladores e geladeiras. Se mantidas a indenização e a ameaça feitas pela ELETROBRÁS, é melhor garantir logo os depósitos de isopor e uma boa quantidade de gelo. Quanto ao comércio e à indústria, estes devem amargar prejuízos ainda maiores do que os já registrados até agora.