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A NECESSIDADE DE MAIS PONTES EM TERESINA

A interdição da ponte Wall Ferraz para manutenção dos dormentes dos trilhos que cruzam a via mostrou a necessidade que a cidade tem de construir mais pontes. Com o privilégio de ser cortada por dois rios, Teresina tem também o desafio de transpor esses obstáculos naturais para que o teresinense possa locomover-se de um lado a outro da cidade.

Na última década, especialmente, o trânsito da capital cresceu assustadoramente e o número de veículos multiplicou-se de tal forma que a cidade não conseguiu adaptar-se à nova realidade, provocando congestionamentos frequentes nas principais vias.

A travessia do rio Poty, ligando a zona leste ao centro de Teresina, já é naturalmente complicada nos horários de pico, quando as pessoas se deslocam para o trabalho ou para a escola. O acesso à Ponte Wall Ferraz é sempre complicado, já que a ponte dispõe de apenas uma via em cada sentido.

Com a sua interdição, o que era ruim ficou péssimo. O deslocamento do teresinense hoje requereu uma boa dose de paciência e atenção dos motoristas que concentraram ainda mais o fluxo nas pontes Juscelino Kubitscheck e Estaiada. Sinal de que ainda há espaço para a construção de novas pontes que facilitem a vida dos teresinenses.

Mas enquanto sonhamos com uma melhor infraestrutura, e a consequente construção de uma nova ponte, nem a tal “ponte do meio” consegue ficar pronta. Depois de todo o investimento feito, a nova pista da ponte que liga a zona leste à Avenida Frei Serafim continua fechada, como um exemplo de dinheiro público desperdiçado. A obra começou errada desde o projeto e seguiu com uma série de erros que a impedem de ser concluída.

Enquanto isso, os motoristas se perdem em longas filas, gastando um tempo precioso do dia, simplesmente para ir e voltar para casa. Um pouco mais de planejamento e nós não precisaríamos passar por tamanho sufoco.