Cidadeverde.com

CONGRESSO BRASILEIRO É UM DOS MAIS CAROS DO MUNDO

Poucas vezes na recente história do Brasil, o brasileiro esteve tão perplexo diante da realidade que o cerca. Uma combinação de fatores desanimadores está minando a confiança de trabalhadores e empresários. Diante de um quadro que combina desemprego em alta, inflação e recessão econômica, era de se esperar uma conjugação de esforços para tirar o país do atoleiro. Afinal, se o país afunda, afundamos todos juntos.

O governo, no entanto, encontra-se completamente desorientado, perdido em si mesmo. Ora anuncia a recriação de um imposto, para minutos depois voltar atrás, ao perceber o que a sociedade inteira já antevia. A crise política alimenta a crise econômica e vice versa.

E o que faz o Congresso em um momento como esse, quando deveria levantar a voz para que o país acertasse o passo do ajuste fiscal e entrasse novamente nos trilhos? Utiliza a velha prática clientelista de barganhar verbas e cargos, com interesses paroquiais bem distantes da necessidade do país.

Pois bem, chegamos ao ponto mais triste dessa avaliação. Esse mesmo Congresso que trabalha quando quer e ao ritmo de uma pauta nada republicana é um dos mais caros do mundo. A constatação é da Transparência Brasil numa comparação feita  com outros onze países.

Pelos cálculos levantados, de cada R$ 100 de riqueza produzida no Brasil,, R$ 0,19 são destinados ao custeio do Senado e da Câmara dos Deputados. Um custo dez vezes maior que os dos Congressos da Espanha ou do Reino Unido, só para citar alguns exemplos. Se a comparação for feita com os Estados Unidos, a desproporção é maior ainda. Os nossos parlamentares custam seis vezes  mais que os de lá.

O trabalho realizado pela Transparência Brasil tem como base o ano de 2013. Ao cruzar a rubrica total dos orçamentos com o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país, verifica-se que, no Brasil, o empenho relativo é maior do que em qualquer outro: 0,1933% de toda a riqueza gerada por cada cidadão do país no ano vai para manter salários de parlamentares e assessores, viagens, verbas de gabinete, etc. Com uma conta desse tamanho, está na hora de cobrarmos mais empenho dos nossos congressistas.