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OS EMPREGOS GERADOS COM A ISENÇÃO FISCAL

O Congresso se prepara para votar o Projeto de Lei Complementar 366/13, que põe fim às isenções fiscais para atração de empresas. A proposta é acabar com a guerra fiscal existente hoje, que leva Estados e municípios a promoverem um verdadeiro leilão em busca de empresas. Caso a lei seja aprovada, os impostos não poderão mais ser objeto de isenções ou benefícios.


O Estado do Piauí sempre foi muito tímido nesse quesito, especialmente se comparado com o vizinho Ceará, que se aproveitou desse mecanismo para levar grandes indústrias para lá. A briga e a troca de acusações entre os Estados é antiga por conta dessa questão.
Já a capital, Teresina, soube aproveitar a oportunidade e, graças a uma lei de 2013, permitiu a isenção de ISS para empresas de call center. Resultado: conseguiu atrair duas empresas, que se instalaram em três plantas diferentes, gerando 12 mil empregos. Um número signficativo para a economia local. E uma outra já tem planos de se instalar na zona norte da cidade.


O interessante dos empregos gerados em Teresina por conta das empresas de call center é que a maioria, dois terços, foi ocupada por jovens de 18 a 25 anos de idade, o que representa, para muitos, a oportunidade do primeiro emprego. Boa parte deles, preenchida por mulheres. E, segundo pesquisa das próprias empresas, grande parte dos jovens utiliza o salário para pagar a formação em um curso superior. Ou seja, além de melhorar a renda, está servindo para melhorar também o nível de educação dos teresinenses.


O fim da isenção, portanto, afetaria Teresina. Mas o Prefeito Firmino Filho acredita que o impacto possa ser minimizado, desde que seja criado um fundo de investimento como forma de compensação para os municípios. É esperar para ver.