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O LIXO DA ECONOMIA E O LUXO DA ENERGIA

Duas notícias vindas da área econômica nos atingiram em cheio ontem. A primeira, e mais grave, foi o rebaixamento da nota de risco do Brasil, anunciada pela agência Standard & Poor's, que avalia o grau de investimento do país, uma espécie de aval para que empresas estrangeiras tenham confiança em apostar as fichas por aqui.

O rebaixamento da nota brasileira, classificada ontem como "junk", ou lixo em tradução livre,  mostra como o mercado passa a nos ver daqui para frente. Na prática, significa um aprofundamento ainda maior da crise econômica, a queda das ações de empresas brasileiras na bolsa de valores e a disparada do dólar. É bom lembrar que o dólar é a moeda usada para comprar muitos insumos para nossa indústia, portanto, quando ele sobe, é sinal de que vem mais aumento por aí.

O cenário é péssimo para o governo e preocupante para os empresários, essa categoria que gera empregos, paga impostos e movimenta a economia do país. Ruim também para o trabalhador porque, se as empresas entram em prejuízo, os empregos tendem a cair e o número de pessoas fora do mercado de trabalho aumenta.

Para completar, os piauienses foram dormir com uma notícia de tirar o sono. A ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica - autorizou a Eletrobrás Piauí a aumentar em até 5,22% a conta de energia aqui no Estado. Isso em um momento de altas temperaturas, quando o consumo de energia é maior por conta dos aparelhos de ar condicionado.  Pagaremos o preço de um serviço de luxo, recebendo em troca uma mercadoria muito ruim.

Ou seja, a situação que, já não era boa,  conseguiu ficar pior ainda. E, no final das contas, nós iremos assumir mais uma vez os prejuízos por um erro que não cometemos. O povo brasileiro já está no limite e não tem mais como esticar a corda para fazer milagre com o salário que recebe no final do mês.