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MAZELAS URBANAS

Outro dia, escrevi aqui no blog sobre o problema do desrespeito às calçadas, ou melhor,  aos pedestres que delas se utilizam,  em Teresina, apesar de haver uma lei municipal que regulamente a ocupação das mesmas. Pois bem, este não é um problema apenas da capital piauiense. Levantamento feito com 2.060 pessoas em todo o Brasil,  pelo Instituto Paraná Pesquisa,  revela que as calçadas são o principal motivo de queixa dos brasileiros sobre suas cidades. Em uma avaliação de zero a dez, as calçadas obtiveram nota abaixo de cinco.

Foto: Raoni Barbosa


As cidades existem para as pessoas e a estas devem servir prioritária e preferencialmente. No entanto, cada vez mais, carrros e motocicletas assumem o protagonismo urbano, ocupando, de forma nem sempre responsável, todos os espaços disponíveis. Sobra ao pedestre muito pouco. E, mesmo nos casos em que as calçadas ainda não se transformaram em estacionamentos privados, o espaço destinado à circulação é cheio de obstáculos, dificultando a acessibilidade dos moradores.

A pesquisa mostra ainda outros itens de preocupação dos brasileiros que moram nas cidades, essa população que não para de crescer, e que vai inchando os centros urbanos. A segunda  reclamação é com relação à iluminação pública. Em todo o Brasil, a nota concedida a esse item foi de 5,8. No Nordeste, onde estamos, menor ainda: 5,3. E, nesse caso, há uma correlação imediata com outro setor que assusta e amedronta a população: a segurança pública. Ruas escuras são mais perigosas e facilitam a ação de bandidos.

Por fim, um terceiro problema vem tirando o sono dos habitantes das cidades desse imenso país. É a insatisfação com o tempo gasto no trânsito. Alguma semelhança com Teresina? Pois é, este é hoje um complicador da vida dos cidadãos. A questão da mobilidade urbana rouba tempo, paciência e bom humor de quem precisa deslocar-se dentro das cidades de médio e grande porte. E aqui não é diferente. Gastamos um tempo precioso de nossas vidas presos em congestionamentos que parecem não ter fim. Tempo que poderia ser empregado no trabalho, no estudo ou no lazer com a família. Precisamos repensar urgentemente nosso conceito de cidade!