Cidadeverde.com

QUEM VAI PAGAR O PATO?

A tentativa do governo federal de cobrar mais impostos e trazer de volta a CPMF, que tributa todas as transações financeiras, já começou a provocar reações. E elas estão partindo justamente do setor produtivo, que movimenta a economia e gera empregos no país.


Ontem, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP, comandada pelo empresário Paulo Skaf, lançou a campanha "Eu não vou pagar o pato",fazendo uso de uma conhecida expressão popular, comumente empregada quando se quer dizer que alguém vai pagar a conta por algo que não fez. E é exatamente esta a intenção da campanha. No manifesto assinado por Skaf, ele diz que "toda vez que precisa cobrir gastos, em vez de cortar despesas, o governo acha mais fácil passar a conta adiante."


Os brasileiros já pagam uma carga pesadíssima de impostos, como mostram alguns exemplos . Um televisor que custa R$ 1 mil, tem quase metade do seu custo, mais precisamente   R$ 449,00, só de impostos. No caso da conta de energia, um serviço indispensável, o contribuinte paga, para cada R$ 30 consumidos, R$ 14,48 de impostos. Na gasolina, dos 3,09 pagos por um litro do combustível, R$ 1,86 são tributos. No carro, a desproporção é ainda mais gritante. Para comprar um veículo de R$ 82 mil, você irá  pagar    R$ 42 mil só de impostos. 


O Presidente da FIESP faz um alerta sombrio. Ele deixa claro que o retorno da CPMF  vai forçar as indústrias a fechar um grande número de vagas de emprego. Ou seja, demissões à vista. Mais demissões. E isso deve se estender ainda para o comércio e para o setor de serviços.
Os detalhes da campanha e o espaço para assinar esse documento estão disponíveis no endereço eletrônico: www.naovoupagaropato.com.br