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A SAÚDE É DOPIAUÍ

Na reforma ministerial a ser anunciada hoje pela Presidente Dilma Roussef para acalmar  o PMDB, o Piauí acabou sendo contemplado com a indicação do Deputado Marcelo Castro (PMDB) para ocupar a cobiçada pasta da Saúde. O orçamento aprovado para esse Ministério, no ano de 2015, foi de R$ 109,2 bilhões. É, literalmente, um orçamento de peso. Embora, pesados sejam também os inúmeros problemas na área, com hospitais superlotados, equipamentos quebrados, falta de medicamentos, e tantos outros reclamados diariamente pela população que busca atendimento pelo SUS - Sistema Único de Saúde.


Marcelo Castro é médico psiquiatra e, talvez, até por isso, seja a pessoa ideal para entender o funcionamento da máquina governamental, tão turbulenta  e controversa nesses últimos tempos. Mas, além de médico, o piauiense já tem experiência em gestão pública.  Ainda que em menor escala, ele administrou o IAPEP e conseguiu fazer um bom trabalho na pasta. Inteligência e astúcia não lhe faltam.


Muito já se disse que a maior dificuldade da saúde pública brasileira não é nem tanto a falta de recursos, mas de gestão. Sendo assim, espera-se que Marcelo Castro mostre ao Brasil que, com competência e foco, é possível melhorar a assistência médica no país, proporcionando aos pacientes o mínimo de dignidade e conforto nos hospitais e ambulatórios deste imenso Brasil. 


Por ironia do destino, a ascenção do Deputado Marcelo Castro acontece justamente no momento de declínio do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o mesmo que lhe deu uma deselegante rasteira, jogando fora todo o trabalho que havia sido feito por Marcelo no projeto de reforma eleitoral. Agora, o Deputado piauiense é elevado à categoria de Ministro, enquanto seu ex-colega corre  o risco até de perder  mandato por falta de decoro parlamentar, já que mentiu na CPI da Petrobrás, ao negar que possuía conta bancária não declarada no exterior.


Para o Piauí, o que se espera, de verdade, é que o novo Ministro olhe com especial atenção para o seu Estado de origem, equipando os hospitais e oferecendo uma política de prevenção que proporcione saúde e bem estar aos seus conterrâneos.