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A GESTÃO DA ÁGUA EM TERESINA

A Câmara Municipal retoma as discussões sobre o projeto que irá regulamentar os serviços de água e abastecimento na capital, em uma sessão que promete polêmica, debates acirrados e muito jogo de cena. 


Decretada a falência financeria da AGESPISA e constatada a sua incapacidade de realizar novos investimentos, o Governo do Estado propôs a criação do Instituto das Águas do Piauí, que deve determinar a subconcessão do sistema aqui na capital, formando a famosa PPP - Parceria Público Privada.
Os empregados da empresa, liderados pelo sindicato, como já era de se esperar, reagiram negativamente à proposta. Eles seguem a uma cultura antiga que é contra qualquer forma de privatização, pelo temor das possíveis perdas dos benefícios trabalhistas, bem como dos próprios empregos. Um temor natural.


No entanto, é notória a incapacidade da AGESPISA de continuar gerindo o sistema. A empresa possui um débito gigantesco com a Previdência Social. E, mensalmente, fecha o balanço com um prejuízo que varia de R$ 5 a R$ 6 milhões. Por conta disso, não consegue realizar os investimentos necessários para a ampliação do abastecimento de água e, pior ainda, do esgotamento sanitário, que cobre somente 17% da capital, um percentual absolutamente vergonhoso, que impacta diretamente sobre a saúde e a qualidade de vida dos habitantes.


Enquanto a briga ganha corpo pela manutenção dos salários e da forma de gestão da AGESPISA, tudo o que os teresinenses querem é que não falte água nas áreas mais altas da cidade, especialmente nesta época de intenso calor. Há muito interesse político e sindical envolto nessa questão, mas, acima de todos eles, há a necessidade de uma população de cerca de 840 mil habitantes que depende de um serviço essencial, que já entrou em colapso.