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A FALÊNCIA DOS PRESÍDIOS

O sistema prisional do Estado já mostrou, por diversas vezes, que entrou em colapso. Sem capacidade para atender a quantidade de presos abrigados, que só cresce a cada dia, as fugas e rebeliões se tornaram uma constante. Seja na Central de Flagrantes,  na Penitenciária Irmão  Guido ou na Casa de Custódia. Foi justamente nesta última,  a fuga mais recente, percebida agora de manhã pelos agentes penitenciários.


Logo cedo, eles notaram que oito presos haviam fugido por um buraco cavado na cela 8 do pavilhão H. A denúncia do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí ( SINPOLJUSPI) é de que haveria 800 homens em um espaço onde caberiam pouco mais de 300. Além disso, com segurança deficiente e poucos agentes para fazer a guarda do local. Em uma circunstância como essa não se pode esperar outra coisa.


Os presídios brasileiros como um todo, e não apenas os do Piauí, são casas onde se amontoam centenas de presos, perigosos ou não, em cubículos apertados e insalubres, sem que haja a utópica ressocialização para que eles possam voltar ao convívio familiar e social. O tempo gasto lá dentro é usado para planejar as fugas necessárias para continuarem a vida delituosa lá fora.


Os cidadãos já vivem assustados com os bandidos que estão soltos, praticando assaltos, sequestros e assassinatos à luz do dia, de forma ousada e impiedosa. A cada notícia de uma nova fuga, esse medo aumenta. São mais marginais soltos, espalhando a onda de violência que varre o Piauí de norte a sul.


Para a população, a questão da segurança pública se tornou um dos maiores problemas do Piauí. O Governo tem que ter o mesmo senso de prioridade para retomar o clima de paz na sociedade. E isso passa por investimento nos equipamentos de segurança, bem como a contratação de mais agentes e policiais, devidamente preparados para enfrentar essa realidade violenta que tomou conta das ruas.