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VENTOS QUE SOPRAM CONTRA E A FAVOR

Uma boa e uma má notícia para o Piauí. A boa é que o BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ) aprovou ontem à tarde R$ 1,3 bilhão em três financiamentos para os complexos eólicos Chapada do Piauí, 1, 2 e 3, com capacidade de geração de 436,7 megawatts. É um investimento considerável em uma área que vem se expandindo com grandes perspectivas para a geração de energia limpa. E o melhor de tudo, sem depender das hidrelétricas, comumente comprometidas pela falta de chuva, especialmente no Nordeste. Por isso mesmo, o BNDES tem aberto os cofres para esse setor.


Dos três financiamentos aprovados para o Estado,  o maior foi para o projeto Complexo da Chapada Piauí 2, que irá receber R$ 575 milhões para aplicar nos seis parques eólicos que, juntos, devem gerar 172,4 MW. Ao Chapada do Piauí 1 foram destinados R$ 555 milhões para sete parques eólicos com 115 aerogeradores e potencial de 205,1MW. Já o Chapada do Piauí 3 receberá R$ 170 milhões para investimento em dois parques eólicos que deverão gerar 59,2 MW. Em um momento de dificuldade financeira, um financiamento desse porte deve ser comemorado, sobretudo, pelo desenvolvimento que vai levar à região onde os parques funcionarão.

A má notícia chegou na véspera do Dia dos Professores, data que deveria ser de festa e celebrações. Mas para os professores da UESPI, a vida não está fácil, e não é só por conta dos salários ou da falta de equipamentos. O maior problema enfrentado por eles, atualmente, é mesmo a falta de segurança. Os assaltos ao campus do Pirajá se tornaram rotina. O último foi ontem à noite.


A situação ficou tão crítica que o próprio reitor. Nouga Cardoso Batista,  não suportou mais a pressão e fez um desabafo: "Admito! Está difícil, vivermos sem condições de infraestrutura é lastimável, mas possível. Agora sem equilíbrio emocional e segurança física e patrimonial impossível fazer educação."  Precisa dizer mais alguma coisa?