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GREVE PROLONGADA AFETA CAIXAS DOS BAIRROS

A greve dos bancários completa hoje 16 dias, uma greve considerada longa para um setor tão delicado quanto este. Os bancários de todo o Brasil pedem um aumento correspondente à inflação, mais 5% de ganho real. Ontem à tarde houve negociação em São Paulo e a FENABAN - Federação Nacional dos Bancos ofereceu 7,5% , sem abono. A proposta foi rejeitada pela categoria, que volta a se reunir para uma nova negociação com os bancos, logo mais, às 11h.


Os bancários, de fato, ganham pouco para o trabalho que realizam. Somando salário e ticket alimentação, um bancário em início de carreira recebe pouco mais de R$3 mil para um serviço de extrema responsabiliade e tensão permanente, não só por lidar com dinheiro, mas também pelo risco constante de assaltos. Só este ano já foram registrados cerca de 30 assaltos e/ou arrombamentos a agências bancárias no Piauí. O nível de estresse da categoria beira as alturas.

Uma das reivindicações dos grevistas é justamente o aumento dos equipamentos de segurança para as agências. Eles querem que seja adotado o mesmo modelo implantado em Recife e Olinda que, segundo o sindicato, ajudou a diminuir consideravelmente a violência nos estabelecimentos bancários de lá.

Por conta da greve prolongada, alguns terminais de autoatendimento dos bairros de Teresina já começam a ficar sem dinheiro. O Presidente do Sindicato dos Bancários, Arimateia Passos, justifica que não há pessoal suficiente para abastecer todos os bairros e, por isso, esse serviço está sendo concentrado nas agências mais movimentadas como as do centro da cidade.

Os clientes estão com as atenções voltadas para a nova rodada de negociações porque já começam a sentir a dificuldade causada pela falta de dinheiro circulando no mercado. É bom lembrar que a reivindicação de mais segurança para as agências bancárias contempla não apenas os servidores, mas também os clientes que ficam igualmente expostos à violência.