Cidadeverde.com

O QUE ESPERAR DESTE FIM DE ANO


O Natal está se aproximando. Faltam dois meses para a maior festa cristã, tempo de renovação da fé e da esperança. Esta também é a maior festa para o comércio lojista, quando as vendas superam todos os outros meses do ano. Só que neste triste ano de 2015, cristãos e lojistas estão mais preocupados que animados.


O IBGE acaba de divulgar  o índice de desemprego medido em setembro, que atingiu o maior percentual para esse mês desde a célebre crise mundial de 2009, quando os bancos quebraram na maior economia do planeta. No mês passado, o desemprego bateu a casa de 7,6%. Um dado preocupante para milhões de famílias que estão sem trabalho e, pior, sem perspectivas, uma vez que o comércio, que normalmente realiza contratações temporárias por causa do fim de ano, não está abrindo novas vagas, como esperado.


Também em setembro, outro indicador apresentado pelo IBGE dá a dimensão da crise enfrentada pelos brasileiros. A inadimplência por cheques sem fundo atingiu o maior percentual para o mês, desde 1991, quando começou a ser avaliada. Por outro lado, o rendimento médio real dos trabalhadores caiu, ficando em torno de R$ 2.179.80.


Pouco dinheiro circulando, desemprego em alta, inflação maior ainda e vendas em baixa. Diante dessa combinação, os brasileiros até poderiam renovar as esperanças se vissem ações concretas para a solução do problema econômico, que afeta diretamente a vida de todo mundo. Ao invés disso, os líderes protagonizam em Brasília uma troca de acusações sobre quem carrega o maior peso da corrupção ou quem deve cair primeiro. Passados dez meses, a agenda política não anda e o governo não deslancha. Alheios às dificuldades sentidas na planície, os políticos negociam no planalto acordos e conchavos para permanecerem no poder. Só mesmo na fé é que os brasileiros ainda conseguem econtrar algum alento.