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ATENDIMENTO DE URGÊNCIA PARA SER DECIDIDO PELO MP

Ainda vai render muita briga e polêmica a decisão de cobrar a coparticipação dos segurados do PLAMTA pelo atendimento de urgência e emergência. A partir de agora, os segurados terão que contribuir com 50% das despesas para esse tipo de atendimento.  A cobertura para urgência e emergência foi instituída ainda na gestão passada, mas sem a definição de onde viriam os recursos para cobrir essa despesa adicional.


Agora, o governo do Estado fez as contas e concluiu que não tem como bancar mais essa despesa, o que, segundo a direção do Instituto, inviabilizaria o equilíbrio financeiro do plano, gerando um déficit que só cresceria a cada mês. Resultado: a conta a mais voltou para o servidor público que depende do plano. E o que era para ser um benefício, tornou-se mais uma fonte de despesa.


Quando falta dinheiro, todos discutem e ninguém tem razão, já diz o conhecido adágio. O Estado não tem como bancar o custo a mais com um atendimento que costuma ser caro. O servidor, por sua vez, com salários achatados e sem perspectiva de aumento também não tem como arcar com mais uma despesa. E, depois que já se acostumou a contar com esse benefício, tampouco quer abrir mão dele.


Mais uma vez  a questão vai ser judicializada. Os sindicatos de algumas categorias de servidores estaduais já ingressaram com uma ação junto ao Ministério Público para tentar resolver o impasse e garantir a eles o pleno atendimento médico, seja em tratamento eletivo ou emergencial. Cada vez mais, a Justiça está ficando com o ônus de decidir sobre questões de saúde pública.Tem sido assim para garantir vagas em leitos de UTI, para assegurar a aquisição de medicamentos excepcionais de alto valor e, agora, para o atendimento de urgência e emergência.