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O CLIMA NA CÂMARA VOLTA A ESQUENTAR


A Câmara Municipal de Teresina volta a ser palco de polêmica e acirradas discussões  por conta da nova proposta que prevê a climatização dos ônibus que fazem o transporte público na capital. Depois de rejeitarem o projeto inicial da vereadora Cida Santiago (PHS), 17 vereadores ( portanto, a maioria) apresentam hoje um novo projeto semelhante ao original, só que propondo a climatização de forma escalonada, e ainda com a inclusão de câmeras de monitoramento e wi-fi.


Que o transporte público de Teresina precisa melhorar, é inquestionável. Quem anda de ônibus não se cansa de reclamar do atraso nas linhas, da falta de educação dos motoristas, do desconforto dos carros e, sim, do calor insuportável que faz lá dentro. A Prefeitura alega que a melhoria do sistema está prevista no Plano Diretor. E foi este o mesmo argumento usado pelos vereadores para derrubar o projeto da parlamentar Cida Santiago.


Acontece é que entrou em cena um novo componente nesta discussão: a opinião pública. Depois que descobriram o poder que possuem, os cidadãos já não aceitam mais calados o que é decidido nos gabinetes. Inconformados  com a rejeição do projeto original de climatização dos ônibus, a população resolveu se manifestar e botou a boca no mundo. As reclamações ganharam as redes sociais de diferentes formas: com textos, fotomontagens, caricaturas, palavras de ordem, enfim, de forma contundente até incomodar os vereadores, que precisarão submeter-se ao voto popular no próximo ano, se quiserem manter suas cadeiras.


Como os vereadores que disseram não ao projeto ficaram com a imagem ruim na fita, resolveram rapidamente criar uma saída. Não aprovariam o projeto original, para não dar o braço a torcer, mas apresentariam um novo, com algumas modificações para justificar a mudança de postura. A vereadora Cida vê na manobra um golpe antiético por parte dos colegas. Já os usuários, indiferentes às disputas internas da Câmara, assistem com total expectativa o desfecho da polêmica. Afinal, a única coisa que eles querem é um pouco mais de conforto no transporte que utilizam diariamente para se locomover na cidade.