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RODOVIAS PIAUIENSES SÃO MAL AVALIADAS PELA CNT

Virou lugar comum dizer que brasileiro não gosta de pagar imposto. Falácia!. Brasileiro, como qualquer outro povo, não gosta de ver seu dinheiro desperdiçado, desviado e usado para alimentar as teias da corrupção. Ora, o que se paga em tributos deveria ser bem administrado pelo governo para ser revertido em benefícios para a população. Mas não é o que se vê.


A Confederação Nacional de Transportes acaba de divulgar o mais completo estudo sobre as condições das rodovias brasileiras e constata que 22,4%  delas estão em estado  ruim ou péssimo. No Piauí, são 23,6% das rodovias assim avaliadas. Para fazer o levantamento, os pesquisadores percorreram 3.084 km no Estado e chegaram à conclusão que em 58,3% da extensão avaliada existe alguma deficiência. As que estão em piores condições são as PI 140 e PI 141. O mesmo estudo diz que seriam necessários R$ 653 milhões de investimentos para reconstrução, restauração e manutenção da malha rodoviária piauiense.


No Brasil, a malha ferroviária é precária e a maior parte do transporte é feita mesmo pelas rodovias. Por elas é que são transportadas  mercadorias e pessoas. E, justamente por isso, deveriam ser de boa qualidade, bem sinalizadas, com acostamento e sem buracos. Mas, à exceção dos trechos privatizados, não é o que acontece.


Quem já teve a oportunidade de viajar de carro pela Europa ou Estados Unidos percebe claramente a diferença. Lá fora, apesar de a população contar com a opção de viajar de trem com conforto e segurança, as rodovias são um convite a pegar a estrada. Pistas absolutamente planas, largas e bem sinalizadas garantem a fluidez do trânsito. 


Viajar de carro no Brasil, ao contrário, é um perigo. Com pistas mal conservadas, animais  na estrada, falta de sinalização ou de acostamento, tudo junto, tornam o trajeto um risco. E para onde vai o dinheiro equivalente a quatro meses do nosso trabalho que pagamos sob a forma de impostos? É isso que incomoda e revolta.


Em São Paulo, a FIESP - Federação das Indústrias de São Paulo - lançou a campanha "Não Vou Pagar o Pato", em protesto ao projeto de recriação da CPMF. De forma criativa e bem humorada, o movimento instalou um vídeo game em um dos prédios da Av. Paulista, no qual a meta do jogador é destruir os impostos que tentam sufocar o contribuinte. O problema é que, na vida real, o contribuinte quase sempre perde esse jogo.