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INPE prevê seca rigorosa para o Piauí


Os efeitos da seca, já fortemente sentidos no Piauí, devem se agravar ainda mais, segundo as previsões do Insitituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A culpa, segundo os técnicos do instituto, é do El Niño, fenômeno provocado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico, que este ano deve aumentar a sua temperatura em até 2ºC. O El Niño ocorre em ciclos que se repetem periodicamente, alguns com mais ou menos inensidade. O deste verão veio na categoria muito forte.


Por conta disso, as tempestades de verão com raios e trovoadas devem se intensificar nas regiões sul e sudeste. Em compensação, a seca será mais rigorosa aqui no nordeste, aumentando ainda mais os prejuízos com as plantações e o gado. A situação, agora em novembro, já é considerada crítica. Hoje, o governador Wellington Dias, junto com os demais governadores do nordeste, se reúnem com a presidente Dilma Rousseff para pedir socorro financeiro. Ele quer a liberação de recursos emergenciais e verbas para a continuação das obras das adutoras do sudeste, do litoral e de Padre Lira.


O El Niño deste ano será o terceiro mais forte desde  o catastrófico verão de 1950, ano de forte seca no país. E o que é pior: seus efeitos devem durar aproximadamente até abril do próximo ano. Isso significa que devemos nos preparar para pouca chuva, temperaturas elevadíssimas, maiores que as que já estamos sentindo, e muita fome, como sempre acontece em episódios de seca.


Como é um evento que se repete ciclicamente desde a década de 50 do século passado, já não deveríamos estar tão vulneráveis aos seus efeitos. Se, desde aquela época, houvesse prevalecido a determinação política de investir em obras estruturantes de convivência com a seca, não estaríamos nós,mais uma vez, com o pires na mão, pedindo esmola para socorrer os irmãos nordestinos que passam fome e sede por causa da estiagem prolongada. No entanto, em vez disso, priorizou-se a indústria dos carros pipa, que garante o assistencialismo e a forma barata de fazer política.