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Governo declara guerra contra o mosquito

Com todas as estratégias falhas até agora no combate ao mosquito Aedes aegypti, e o avanço incontrolável das doenças por ele transmitidas ( dengue, chikungunya e zika), o governo federal decidiu, tardiamente, que é hora de declarar guerra ao inimigo. A partir de dezembro até o mês de janeiro, o exército irá às ruas no Nordeste para combater o atual inimgo público número 1 da saúde no Brasil.


A estratégia de usar os homens das forças armadas, aliados aos agentes de saúde, é mesmo de um combate sem trégua para exterminar o mosquito. E toda essa mobilização não é a toa. Emboara ainda não comprovado oficialmente, são cada vez mais evidentes as relações de causa efeito entre o zika vírus e os casos de microcefalia que explodiram no Nordeste neste segundo semestre de 2015. Ao todo, já somam 739 casos,o que caracteriza uma epidemia da doença.


O surgimento inexplicável de tantos casos de microcefalia ( má formação do cérebro, com dimensões menores que o normal esperado para os bebês) coincide com alguns meses após a infecção das gestantes com o zika vírus, que aconteceu mais intensamente entre os meses de março a maio.
Agora, as mães choram as dores dos filhos que nascem com o cérebro pequeno, comprometendo o desenvolvimento das crianças e, alguns casos, a própria vida desses recém nascidos.


O mosquito Aedes aegypti não é novo no Brasil. Ele já faz estragos por aqui há várias décadas, transmitindo a dengue e, mais recentemente, a chikungunya. Novo mesmo é o zika vírus, que veio da África e já está, caso confirmadas as suspeitas do Ministério, causando um estrago de grandes proporções. Combater o mosquito, portanto, passou a ser prioridade absoluta no país. E não apenas do governo federal, mas de cada brasileiro e brasileira.