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Polícia volta às ruas em operação conjunta


Não é bom para o Piauí, muito menos para sua população, que as polícias civil e militar entrem em rota de colisão. Em um estado de crescentes registros de violência e criminalidade, todos os esforços policiais devem atuar de forma integrada para garantir a segurança da sociedade.
Quando disputas internas, ou briga de egos, se sobrepõem ao interesse comum, os cidadãos são penalizados . Esta semana foram registrados vários casos de assaltos e sequestros relâmpagos, com troca de tiros na zona sul. A sensação de insegurança toma conta dos piauienses, que estão com medo de sair de casa, justamente em uma época em que são convidados a participar de festas e confraternizações.


O governo percebeu o perigo da situação depois que os policiais militares se aquartelaram, recusando-se a sair para fazer o policiamento nas ruas. Medidas amargas, e até autoritárias, como o pedido de prisão dos líderes, inclusive do vereador R. Silva, foram tomadas. O ideal mesmo é que o bom senso prevaleça de ambas as partes, sem excessos ou radicalismos que firam o bem estar comum.


Ontem à tarde, a reação começou a ser vista nas principais avenidas da cidade, com blitzen realizadas pelas diversas esferas policiais. O primeiro efeito obitdo é o psicológico: a simples presença de homens fardados nas ruas já dá uma sensação maior de segurança a quem precisa se deslocar pela cidade. Mas essa é uma ação que não pode limitar-se apenas à fachada. O espírito de cooperação entre as polícias tem que ser sentido dentro das corporações e ser compartilhado por seus líderes. Do contrário, será apenas alegoria de fim de ano.