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Sem água, sem energia.


Os teresinenses, na sua grande maioria, dividem-se entre os que vivem sem água ou sem luz. E não estou falando das pessoas que moram em ocupações e favelas ou que não dispõem de dinheiro para pagar as contas. O problema atinge a todas as camadas sociais, indistintamente. Água e energia elétrica são bens essenciais, mas aqui em Teresina, além de essenciais, são também raros. Moradores de diferentes bairros sofrem com o drama da falta de água, seja na zona sul, norte ou leste. Ontem, moradores do bairro Lourival Parente, na zona sul,fizeram um protesto por estarem há três semanas sem água nas torneiras.


Do outro lado cidade, na zona leste, onde mora o Arcebispo Emérito de Teresina, Dom Miguel Câmara, a falta de água nas torneiras já virou rotina. Na casa dele, há depósitos com água acumulada por todos os cantos. E a cena se repete em toda a vizinhança, mesmo em um estado grave de saúde pública por conta do mosquito Aedes aegypti. Ou os moradores armazenam água em vasilhas ou ficam sem o produto até mesmo para lavar as mãos. 
A falta de água, por si só, já é um problema gravíssimo, ainda mais em uma cidade quente, de elevadas temperaturas como Teresina, mas não é o único. A falta de energia também é uma constante.


Dia sim, e outro também, a energia falta, trazendo prejuízos incalculáveis para moradores e empresários que dependem da energia para trabalharem. Muitos eletroeletrônicos são queimados com as constantes oscilações na rede elétrica. Ontem, os teresinenses viveram mais uma noite de terror. A explosão em um equipamento da subestação Joquei provocou um apagão que durou a noite inteira. Em boa parte dos bairros atingidos, a energia só foi restabelecida por volta das 5h desta sexta-feira.


Além do desconforto provocado pelo calor, o comércio amarga os prejuízos das vendas suspensas em pleno período natalino, época de maior movimento nas lojas. Sem energia, as lojas não têm como funcionar, os clientes não vão às compras e os empresários pagam o pato, para usar uma expressão adotada em recente campanha pela FIESP.


Não obstante, os consumidores pagam uma tarifa alta, comprometendo o orçamento no final do mês. Pagam caro e pagam por um serviço ruim. Até quando?