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A cidade que temos e a cidade que queremos


Na aurora de 2016, ano de eleições municipais, enquanto os candidatos pensam em alianças políticas e verbas, declaradas ou não, para financiar suas campanhas, os eleitores devem voltar sua atenção para outro interesse: o dos programas a serem apresentados por esses futuros candidatos. Ou ainda, para que tipo de cidade queremos no presente e no futuro.


Tomemos o exemplo da capital do Piauí, Teresina. A cidade possui hoje mais de 800 mil habitantes e uma série de problemas tão grandes quanto sua população. Um deles é o clima. Situada próxima à linha do Equador, a cidade apresenta temperaturas altíssimas o ano inteiro, aliadas à baixa umidade do ar. E o que os futuros gestores se propõem a fazer em relação a isso? O que pensam sobre a preservação das áreas verdes e a implantação de praças e parques para uma convivência mais harmoniosa com o nosso clima? A gestão ambiental é uma questão seríssima que deve vir entre as prioridades de quem pretende adiministrar Teresina. Nossos dois rios, o Parnaíba e o Poty, estão morrendo à míngua, sem que haja esforços efetivos para preservá-los, como o replantio de suas margens e o tratamento dos esgotos que são despejados diretamente em seus leitos.


Outro aspecto extremamente preocupante é o da mobilidade urbana. No Brasil, com raríssimas exceções, como Curitiba, os gestores públicos das diferentes esferas de poder não se preocuparam, ao longo dos anos, em oferecer um sistema de transporte público de qualidade, com baixa emissão de gases poluentes. Ao contrário, sempre houve um estímulo à indústria automobilística, que superlota as ruas e avenidas com veículos individuais, complicando ainda mais o trânsito e poluindo o meio ambiente. 


As cidades inteligentes criam condições e incentivam o uso de transportes públicos ou de bicicletas, com extensa faixa de ciclovias, e campanhas educativas para que os motoristas respeitem quem opta ou precisa andar sobre duas rodas. Cidades inteligentes também promovem educação ambiental para reciclagem do lixo e reaproveitamento do mesmo. E nós? Em que tipo de cidade queremos viver? Vamos pensar nisso antes de escolher os próximos representantes.