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Ano novo, Brasil novo!


O ano que termina hoje fecha uma conta impressionante, sobretudo para nós, contribuintes da Nação brasileira. No final da tarde de ontem, o impostômetro instalado em São Paulo registrou a cifra de R$ 2 trilhões pagos por nós este ano sob a forma de diferentes impostos. Essa soma equivale a 5 meses do nosso trabalho. Se pararmos para pensar, é praticamente a metade do ano trabalhando de sol a sol apenas para pagar impostos.


Com tributos extorsivos, era de se esperar, pelo menos, serviços públicos de qualidade e segurança para circularmos livremente até o trabalho que nos proporciona o dinheiro para pagar os referidos impostos. Mas, não! Continuamos pagando muito e recebendo pouco ou quase nada em troca.
Aqui no Brasil, e também no nosso Piauí, somos servidos por serviços de terceiro mundo. A saúde pública é um suplício que constrange os pacientes que dela precisam. Exames imprescindíveis, como a mamografia, por exemplo, levam meses  e até anos para serem feitos nas pacientes do SUS porque não há mamógrafos suficientes. Quem precisa de simples atendimento médico ou de uma cirurgia eletiva espera dias, semanas, meses até, para obterem sucesso.


Na educação, a realidade também não é diferente. Até conseguimos universalizar o acesso à sala de aula, mas o conteúdo aprendido lá dentro ainda deixa muito a desejar, como atestam os exames de avaliação externos que nos colocam no fim da fila dos países rankeados.


E para onde vai, então, tanto dinheiro depositado pelos brasileiros que sustentam esse país? Trabalhamos apenas para sustentar uma máquina estatal inchada e ineficiente? Ou para alimentar propinas em proporções gigantescas aos que frequentam o clube dos apadrinhados do poder? 2016 está batendo à porta. Não podemos permitir continuar sendo explorados, sem que haja respeito pelo nosso trabalho e nossa dignidade. Mais que um ano novo, queremos um país novo, onde haja decência, coerência, respeito e dignidade a todos os brasileiros.