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Currículo com viés ideológico

Está causando muita inquietação no mundo acadêmico e intelectual a proposta em discussão do novo currículo comum a ser implantado nas escolas de todo o Brasil. A ideia, louvável em sua origem, é dispor de um currículo único nos diferentes estados brasileiros para combater a desigualdade entre as regiões do país. Idiea, aliás, já adotada com sucesso em alguns países de primeiro mundo.


Ocorre é que o novo currículo proposto na Base Nacional Comum Curricular é carregado de ideologia e, como tal, acaba afastando-se da visão geral e universal da história do mundo, por exemplo. O documento, que pode ser conferido no site  "basenacionalcomum.mec.gov.br" , traz no seu conteúdo de história do ensino médio uma inclinação direcionada para a valorização da tradição africana e ameríndia, em detrimento da cultura ocidental, base da civilização mundial.


Não há menção, por exemplo, à Revolução Francesa ou à Revolução Industrial, ou ainda, ao Império Romano. Em vez disso, aparecem com destaque as revoluções Cubana, Boliviana e Sandinista. Ora, escantear ou minimizar a importância da Revolução Francesa para a nossa civilização é negar a nossa própria história. Mas o texto do documento foi elaborado para instigar o preconceito e a divisão de classes e raças. Em seu conteúdo, é possível encontrar expressões comuns nos discursos políticos nem sempre bem intencionados ouvidos habitualmente, como "elites", "oligarquias", "imperialismo dominante",etc.


Há um tom de direcionamento ideológico preocupante no documento elaborado até o momento. As discussões sobre o novo currículo encerram-se no dia 15 de março. Até lá, é importante que pais, alunos, professores e sociedade organizada visitem a página e emitam suas opiniões, críticas e sugestões para que não se venha a distorcer a formação escolar dos nossos jovens com um viés político que em nada contribui para o seu crescimento intelectual. Currículo único, sim. Desde que ele seja plural, universal e independente.