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Chegamos ao limite!


A sociedade piauiense e, principalmente, a teresinense está muito machucada com a dor da violência, provocada pela falta de segurança nas ruas e avenidas de nossa cidade. Já não se pode mais circular tranquilamente de um lugar a outro, sem que o medo e a desconfiança nos acompanhem a cada esquina, trazendo sobressaltos cada vez que alguém se aproxima de nós.


Não, não é paranoia! Os acontecimentos recentes nos ensinam que devemos estar sempre alertas, com olhos de águia, com passos apressados. Caso contrário, além de tornar-se vítima dos bandidos, você ainda corre o risco de ser acusado de ter facilitado a ação dos mesmos, por se mostrar distraído. Não há mais tempo para distração, entretenimento sadio nas praças, caminhadas nos parques ou calçadas. Tudo agora é perigoso.


As atividades mais simples que fazem parte da rotina de qualquer pessoa tornaram-se uma ameaça que pode trazer muito mais que o prejuízo material do que lhe é roubado. O trauma da violência e o sentimento de impotência diante de uma realidade em que os marginais agem impunemente fica marcado na alma de quem foi vítima. A violência está presente nos estacionamentos dos supermercados, nas portas das escolas, comércio, clínicas médicas e onde mais quer que se ande.


Na semana passada, o assunto em todos os grupos de amigos, virtuais ou presenciais, era um só: vídeos que mostravam assaltantes atacando covardemente senhoras em plena luz da manhã e carros sendo tomados de assalto. Tornou-se tão comum que o raro hoje é chegar em casa sem ter sofrido nenhuma ocorrência. E este é  justamente o perigo: quando a violência passa a ser banalizada e já não desperta mais a indignação de quem deveria tomar providências para que a população possa viver e trabalhar em paz.


O problema da violência urbana no Piauí tornou-se inadiável. Não dá mais para fazer de conta que está tudo bem. Diariamente, os cidadãos são tomadas pelo susto ao serem abordados da pior forma possível pelos bandidos. Quando a polícia consegue prendê-los, eles são soltos logo em seguida nas audiências de custódia, porque o sistema carcerário já não comporta mais o número de criminosos que é encaminhado para lá. Nas penitenciárias, a fuga de presos também já virou rotina. Com presídios sucateados, superlotados, e a deficiência no número de agentes penitenciários não se pode esperar outra coisa. Os moradores estão cada vez mais reclusos, acuados, como presas à espera do seu predador.