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Testes da Fiocruz são mais rápidos no diagnóstico da zika


O teresinense, como bom sertanejo, é apaixonado por chuva. E não é para menos. A chuva é uma bênção que irriga nosso solo seco e árido e ajuda a melhorar o clima. A água que chega nessas primeiras semanas de janeiro traz alegria para os habitantes acostumados a temperaturas elevadas durante a maior parte do ano, mas, dessa vez, vem acompanhada da preocupação com a propagação do Aedes aegypti.


De novembro do ano passado a janeiro deste ano, o Ministério da Saúde registrou um crescimento de 377% de bebês nascidos com microcefalia associada ao zika vírus. Já são 3.500 casos notificados no país, uma geração inteira que vai precisar de cuidados especiais pelo resto da vida.


O problema é tão sério que o governo dos Estados Unidos recomendou às gestantes e mulheres que desejem engravidar que evitem viajar para 14 países da América Latina onde há casos de zika, incluindo o Brasil. Mais um prejuízo para o nosso país: a perda do fluxo de turistas estrangeiros que fogem com medo do mosquito. A recomendação veio depois do primeiro caso de bebê nascido com microcefalia no Havaí. A mãe morou no Brasil até maio do ano passado, quando contraiu a zika.


Diante da epidemia, o governo decidiu encomendar até o fim do ano 500 mi kits de exames para identificar simultaneamente a dengue,zika e chykungunia. O resultado do teste desenvolvido pela Fiocruz, que antes demorava um dia inteiro, poderá sair agora dentro de 2 a 3 horas. No primeiro momento, os kits serão distribuídos prioritariamente para grávidas. A ideia é identificar a doença o mais rápido possível para iniciar os cuidados com a mãe e com o bebê.


Mas o mais importante nessa guerra, e é realmente uma guerra, deve ser feito por nós, moradores. Ninguém melhor do que nós para tomarmos conta da nossa casa e do nosso quintal. Precisamos manter a vigilância permanente à nossa volta para eliminar qualquer possível foco do mosquito. Ao poder público, cabe fiscalizar e limpar as áreas comuns de praças, parques e avenidas. E até nisso a população pode ajudar denunciando onde houver água parada ou lixo acumulado que possa servir de depósito para as larvas do mosquito. Ou nos mobilizamos todos, ou teremos mais complicações que podem comprometer a saúde de nossos bebês e a nossa também.