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Brasil cai 7 posições na avaliação de corrupção


A imagem do Brasil no exterior não vai nada bem. Países como Estados Unidos e Inglaterra  recomendaram às gestantes e mulheres que desejam engravidar que evitem vir para cá por conta do zika vírus, que pode causar  microcefalia nos bebês. O Ministério da Saúde já jogou a toalha e disse que perdeu a guerra para o mosquito, o mesmo mosquito combatido, com sucesso, no longínquo 1907, pelo sanitarista Oswaldo Cruz. 


Não bastasse a nossa incapacidade para derrotar o Aedes aegypti, que segue em voo livre fazendo vítimas da dengue e chykungunia, além da zika, a percepção do país lá fora no quesito corrupção só piora a cada ano. A organização Transparência Internacional mede anualmente o grau de transparência dos países e elabora uma lista que avalia como executivos e integrantes de instituições internacionais veem o país. Em uma escala de zero a 100, quanto maior a nota, maior o grau de transparência e confiabilidade.Pois bem, em 2014 o Brasil obteve nota 43, já no ano passado essa nota caiu para 38.


A operação Lava-Jato contribuiu para essa percepção negativa do Brasil. Os observadores internacionais não viram a implantação de ferramentas eficazes de combate à corrupção por parte do governo federal. Em vez disso, o que se vê é um país paralisado à espera de novos desdobramentos, delações e prisões.


Hoje mesmo, nesta manhã de quarta-feira, a Lava-Jato iniciou a sua 22ª fase. É um trabalho que parece não ter fim, pois quanto mais se investiga, mais o fosso do escândalo aumenta. Um fosso tão profundo, pelo visto, quanto a camada do pré-sal, anunciada no passado como grande triunfo brasileiro.
Em um cenário de incertezas, perde-se a previsibilidade necessária a quem quer investir no país. E, sem investimentos, aprofunda-se a recessão e o desemprego, que já vem mostrando suas garras com toda força agora em 2016 e tirando o sustento das famílias brasileiras.