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Viajar pro exterior ficou ainda mais caro


Se já estava difícil viajar para o exterior com a desvalorização do real frente ao dólar, agora ficou ainda pior. O governo federal decidiu tributar em 25% as despesas  com pacotes de viagens, incluindo passagens, hospedagem, serviços de receptivo e ingressos,  feitas com moeda estrangeira. A Instrução Normativa  1611, que trata dessa questão foi publiada no Diário Oficial da União do dia 25 de janeiro e é um golpe duro nas agências de viagem, que já vêm sofrendo com a diminuição do número de brasileiros que procura rotas internacionais como destino turístico.


No ano passado, as despesas dos brasileiros no exterior caíram 32% em relação a 2014, segundo dados do Banco Central.Ou seja, o sonho de conhecer os Estados Unidos ou a Europa vai ficando mais distante. O brasileiro já se ressentia da alíquota de 6,38% do IOF  cobrado sobre as despesas com cartão de crédito fora do país. 


A cobrança não é feita só para quem sai de férias para fazer turismo lá fora, mas incide também sobre viagens de negócios, treinamentos, etc, encarecendo mais ainda um custo que já era elevado. A única forma de fugir desse imposto é pagando despesas como locação de carro ou hotéis diretamente no destino, mas lembrando-se sempre dos 6,38% incidentes sobre o cartão. A maioria dos passageiros que quer viajar já com tudo agendado e pago, inclusive bilhetes de trem e ingressos para espetáculos, vai cair nos 25%.


A medida causou uma reação imediata dos agentes de viagens e já há até uma petição pública coletando assinaturas na inernet para que o governo reveja a medida (www.peticaopublica.com.br). 


Como o governo não consegue fechar as contas, porque nunca aprendeu a cortar despesas, o caminho mais fácil é ir aumentando impostos cada vez que precisa reforçar o cofre da União. O brasileiro vive sendo compelido a tapar um rombo orçamentário que ele não causou, pagando com seu salário a falta de planejamento da turma lá em Brasília.