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Secretário da Fazenda antecipa discurso da Assembleia


A situação financeira do Estado do Piauí não é nada boa. A exemplo do país, e dos outros Estados da federação, o Piauí sofre com as sucessivas quedas no Fundo de Participação, uma das suas principais fontes de receitas, ao lado do ICMS. Na próxima quarta-feira, o Secretário de Fazenda, Rafael  Fonteles, irá à Assembleia Legislativa, a convite dos deputados, para expôr o tamanho da crise que o governo está tendo que administrar.


A Revista Cidade Verde publicada ontem antecipa o discurso que será apresentado depois de amanhã  no plenário da Assembleia. Na entrevista das páginas verdes, Rafael Fonteles fala, de forma bastante clara, sobre a fragilidade financeira dos cofres públicos.  Entre outras coisas, ele queixa-se que o Estado  trabalha hoje, praticamente, para gerir a folha de pagamento, sobrando pouco, ou quase nada, para os investimentos tão necessários em obras públicas . A folha de pagamento, sozinha, consome cerca de 70% da receita.


E o mais grave: a continuar o mesmo cenário econômico enfrentado atualmente, e sem solução a curto prazo para a crise política vivenciada em Brasília, o Estado corre o sério risco de atrasar o pagamento dos salários dos servidores públicos. Aí seria a pior das tragédias, já que o governo estadual é um dos maiores empregadores do Piauí. Sem indústria forte, e com o comércio fechando as portas e demitindo seus empregados, os funcionários públicos ainda conseguem movimentar, mesmo que precariamente, a economia local. Se eles forem à lona, o comércio vai junto.


O Secretário de Fazenda diz que este é um ano de desafios e sacrifícios. Que não seja, pois, apenas para os funcionários, porque estes estão fazendo a sua parte, trabalhando e contribuindo para o desenvolvimento do Estado. Para haver sacrifício, ele tem que ser compartilhado e com a responsabilidade maior ainda para os gestores que têm o dever de planejar e executar políticas públicas que garantam o desenvolvimento e a justiça social.