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Mais um aumento para o bolso dos deputados


Os trabalhadores de todo o Brasil estão passando por um aperto financeiro que os impõe a sérias restrições, com cortes de despesas e mudanças de hábitos para se adequar à nova realidade econômica do país. Para os parlamentares que atuam em Brasília, no entanto, crise mesmo só a política, que domina boa parte das discussões nos gabinetes e em plenário. No bolso, tudo continua bem, obrigado!


Caladinhos, por decisão administrativa da mesa diretora da Câmara, decidiram aumentar o valor anual da cota parlamentar em R$ 2,3 milhões. A cota parlamentar é a verba pública que deputados usam com gastos em alimentação, combustível e passagens aéreas. Pois bem, cada um dos 513 deputados vai ter um acréscimo de R$ 371, 86 mensalmente. Pode parecer pouco, individualmente. Mas a cota parlamentar já garante a eles  , em média,  de  R$ 30mil a R$ 45 mil, todos os meses, dependendo do Estado que representam. No caso dos deputados piauienses, ela vale R$ 40,599 mil.


Isso sem contar com o salário de R$ 33,7 mil, mais ajuda de custo, auxílio moradia e verba de gabinete. A soma é alta, principalmente se comparada com o desempenho deles em Brasília. Em meio a uma crise política sem precedentes, o Congresso simplesmente não consegue votar as reformas necessárias e imprescindíveis para tirar o Brasil do atoleiro em que se encontra. As reformas fiscal e da previdência, são as mais urgentes. Mas há várias outras pautas importantes empacadas na Câmara.


Não é a toa que já existe um movimento crescente de mobilização social pedindo a redução do número de parlamentares. Pela proposta popular  que está sendo veiculada nas redes sociais, o número de deputados federais passaria dos atuais 513 para 386. No caso dos senadores, cairia de 81 para 54. Pode não ser a solução, mas é o começo da redução do gastos pagos com o dinheiro suado dos contribuintes.