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Piauí ocupa 16ª posição nos gastos com saúde


O Brasil gasta pouco e gasta mal com saúde. A análise é do relatório do Conselho Federal de Medicina, em parceria com a ONG Contas Abertas, que avaliou quanto a União, Estados e Municípios gastam com saúde pública e o reflexo desse investimento nos indicadores de saúde, bem como no Índice de Desenvolvimento Humano- IDH.


O Brasil investe apenas R$3,89 ao dia na saúde de cada brasileiro. Durante o ano, esse investimento é de R$ 1.419,84. Um valor abaixo da média das Américas e bem inferior ao de outros países que adotam modelos públicos de atendimento com acesso universal. Em 2013, por exemplo, o Brasil aplicava 48,2% em saúde pública, enquanto o Reino Unido destinava 83,5% da sua receita para o setor. Já na França, o percentual era de 77,5%; e, na Alemanha, 76,8%.


Dentro do Brasil, é possível observar discrepância de valores gastos na saúde entre os Estados e municípios. A média de gastos das 27 Unidades da Federação é de 1,38. O Distrito Federal foi quem mais aplicou recursos na saúde, com 3,27. O Piauí ficou em 16° lugar, com apenas 1,06. 


Nas capitais, a média no ano de 2013 foi de 1,87. O melhor desempenho foi de Campo Grande ( MS), com 3,15. Teresina investiu, no mesmo ano, 2,91, mesmo valor de Porto Alegre (RS), ficando em terceiro lugar entre as capitais que mais aplicaram recursos em saúde.


O relatório aponta, ainda, que o Brasil reduziu em R$ 3 bilhões o valor destinado à saúde em 2014, comparado ao ano anterior. E essa redução trouxe impacto no aumento da incidência de doenças, bem como na redução do número de leitos hospitalares e na queda do IDH, que avalia, entre outros quesitos, a qualidade de saúde oferecida à população.

 
O Presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, explica que essa retração nos investimentos em saúde pública pode afetar ainda mais os hospitais federais, filantrópicos e Santas Casas, que já enfrentam uma situação de extrema dificuldade. Como se vê, os serviços essenciais, entre os quais está a saúde, estão longe de ser prioridade no país.