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A carta de Rodrigo Janot

Diante do quadro de ebulição vivido pelo país, com revelações bombásticas sendo despejadas diariamente na mídia, exacerbando ainda mais os ânimos de um lado e de outro, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou mensagem aos membros do Ministério Público e à sociedade, pedindo união e serenidade.

Estava faltando mesmo alguém para tentar acalmar os nervos da nação com um pouco de equilíbrio neste momento de tantas turbulências e incertezas. Ele identifica no Brasil uma situação de guerra civil e abre o seu texto fazendo uma citação do ex-presidente norte-americano, Abraham Lincoln, que diz o seguinte: “Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar”.

Janot faz um apelo à temperança, à coragem, à sabedoria e à humildade. Talvez estejamos precisando de tudo isso, dosado na medida certa, para recuperarmos a harmonia perdida dentro do turbilhão de acontecimentos que revelou a vulnerabilidade das nossas empresas públicas e privadas, curvadas ao esquema sujo do pagamento de propinas milionárias, que abalaram a confiança e as finanças do Brasil.

O Procurador Geral conclama seus colegas do Ministério Público ao cumprimento dos  seus deveres para com o país.”Devemos dar combate incessante à corrupção, seja onde for e doa a quem doer, mas há de se preservar sempre as instituições”. É isso o que a sociedade espera.